Gás de cozinha mais barato: Petrobras estuda voltar à distribuição no Brasil

A Petrobras avalia retornar ao mercado de distribuição de gás de cozinha (GLP) no Brasil, medida que pode influenciar diretamente o preço do botijão para famílias em todo o país. O plano estratégico da estatal, aprovado pelo conselho em agosto, ainda está em estudo, mas indica a possibilidade de reduzir o preço do gás de cozinha em 2026, beneficiando milhões de brasileiros.

Atualmente, a Petrobras produz GLP, mas a venda ao consumidor final é feita por distribuidoras privadas. Desde a venda da Liquigás em 2020, a estatal deixou o setor de distribuição direta. Ainda não está definido se o retorno incluirá entrega de botijões em domicílio ou se atuará apenas como fornecedora para distribuidoras privadas. Especialistas apontam que qualquer mudança será gradual e dependerá de negociações contratuais e estratégias de mercado.

Segundo analistas, a volta da Petrobras ao setor pode permitir preços mais baixos de gás de cozinha para consumidores de baixa renda. Estudos recentes mostram que as margens das distribuidoras privadas cresceram mais de 180% nos últimos anos, indicando espaço para redução de preços caso a estatal decida competir de forma ativa.

Preço do botijão de gás e impacto para o consumidor

O preço médio do botijão de 13 kg no Brasil é de R$ 107,82, segundo levantamento da ANP. Esse valor inclui custos de produção, impostos, transporte, revenda e margens de lucro das distribuidoras. Quatro empresas dominam 88% do mercado: Copa Energia, Ultragaz, Nacional Gás e Supergasbras. A entrada da Petrobras pode aumentar a competitividade do mercado de gás e pressionar os preços do botijão, beneficiando o consumidor.

Investir em logística eficiente é essencial para redução do preço do gás. O uso de georreferenciamento, telemetria e planejamento de rotas de entrega permite economia no transporte, refletindo em menores custos para quem compra o botijão. Dependendo da estratégia da Petrobras, essa eficiência pode tornar o gás de cozinha mais acessível em diferentes regiões do país.

Retorno da Petrobras ao GLP e estratégias de mercado

Se a Petrobras atuar apenas como distribuidora, competirá com margens já existentes, impactando moderadamente os preços. Já a venda direta ao consumidor, com frota própria e pontos de revenda, pode gerar redução real do preço do gás de cozinha. No entanto, a estatal precisará respeitar cláusulas contratuais de não concorrência e investir cerca de US$ 7 bilhões para operação completa.

O governo federal tem pressionado pela redução do preço do botijão, que pode chegar a R$ 140 em algumas regiões, enquanto o custo de produção é de R$ 37. A expectativa é que a Petrobras equilibre o mercado, oferecendo botijões mais baratos e acessíveis para famílias de baixa renda.

Possíveis impactos no setor de gás

Distribuidoras privadas afirmam que a entrada da Petrobras deve ter impacto limitado sobre o mercado, mas reconhecem que qualquer novo agente altera a dinâmica competitiva. A disputa se aproxima da concorrência de setores como água mineral e refrigerantes, com foco em pontos de venda e logística. A decisão final da estatal definirá se haverá alívio real para o preço do botijão no país.

O retorno da Petrobras ao mercado de distribuição de gás representa uma oportunidade para consumidores conseguirem botijões de gás mais baratos, com benefícios para famílias de todas as regiões. Acompanhe outras notícias sobre energia, economia e políticas públicas para ficar por dentro das mudanças no setor de GLP.